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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A Espiritualidade das Tradições no Programa de A.A.


 
“Mesmo estando sóbrios há alguns anos, continuamos tendo boa disposição para colaborar nos Serviços de A.A.?”
Depois de conhecer a mensagem de AA, torna-se responsabilidade de cada um dos membros, entender que o grupo tem de sobreviver para que o doente em recuperação que lá se encontra não venha a perecer. E que assim possa proporcionar aos que ainda chegarão um dia, uma mensagem viva, fortalecedora, renovadora, cheia de amor e de gratidão!
AA é um programa espiritual e de vida! De uma nova vida! Não basta “botar a rolha na garrafa”. Requer dos seus membros o estudo e a prática dos princípios espirituais, para que continue havendo um verdadeiro compartilhar e Unidade!
Na Reflexão Diária do dia 20 de março - AMOR E TOLERÂNCIA – diz: “Nosso código é o amor e a tolerância pelos outros” - “Alcoólicos Anônimos, pág. 104”. Em seguida, comenta a leitura: “Descobri que preciso perdoar aos outros em todas as situações, a fim de manter um verdadeiro progresso espiritual. A importância vital do perdão pode não ter sido óbvia para mim à primeira vista, mas meus estudos me diziam que todo grande professor espiritual tinha insistido fortemente nisso. Devo perdoar as injúrias, não apenas por palavras, ou como formalidade, mas dentro do meu coração. Não faço isto por amor às outras pessoas, mas para o meu próprio bem. Ressentimento, raiva ou desejo de ver alguém punido, são coisas que apodrecem minha alma. Tais coisas me prendem a mais dificuldades. Elas me amarram a outros problemas que não têm nada a ver com meu problema original”.
A maioria de nós tem aprendido que a recuperação do alcoolismo não é uma dádiva para ser agarrada egoisticamente para si. Significa também responsabilidade por servir a outros, tanto dentro como fora de AA.
Através de nossas Doze Tradições, temos nos colocado contra quase todas as tendências do mundo lá fora. Temos negado a nós mesmos o governo pessoal, o profissionalismo e o direito de dizer quais deverão ser nossos membros. Abandonamos o fanatismo, a reforma e o paternalismo. Recusamos o dinheiro de caridade e decidimos viver à nossa própria custa. Procuramos cooperar com praticamente todos, mas não permitimos por filiação, que nossa Irmandade seja unida a nenhuma. Não entramos em controvérsia pública e não discutimos mesmo entre nós, assuntos que dividem a sociedade: religião e política. Temos um único propósito, que é o de levar a mensagem de AA para o doente alcoólico que deseja. E assim, para o nosso bem como Irmandade, deve continuar.
“Tomamos essas atitudes, não porque pretendemos ter virtudes especiais ou sabedoria; fazemos essas coisas porque a dura experiência tem ensinado que precisamos, se o AA quiser sobreviver num mundo conturbado como é o de hoje!”
Graças ao Poder Superior, cada vez mais, os grupos de AA estão compreendendo que eles são entidades espirituais, e não pontos de organizações de negócios ou criados para outras finalidades, senão única, a de levar a mensagem ao alcoólico que ainda sofre.
O passar dos anos nos tem trazido belíssimos princípios desta Sabedoria. Um dos mais preciosos reside exatamente na auto-sustentação que a Irmandade deve ter por seus próprios membros. Outro é a Prudência. Auto-suficiência e prudência juntas, mostram-nos que tudo podemos.
Ao longo de nossa vivência dentro de AA, verificamos que são inúmeras as dádivas que recebemos depois de sóbrios: um verdadeiro lar, o resgate de um nome, uma família, o recomeço de uma vida saudável e feliz! E, acima de tudo os bens espirituais que se traduzem no reencontro consigo mesmo! no amor por si, para consigo e para com os outros. Diante disto, que maneira mais original para uma retribuição? Muitos ainda desconhecem, mas é através do verdadeiro entendimento da auto-suficiência que tanto necessita a Irmandade, somada a Prestação de Serviços.
É muita vaidade e mesmo egoísmo, chegarmos no nosso grupo base, apenas para ouvir os depoimentos, dar alguns “desabafos”, ir embora muitas vezes antes do término da reunião ou então não participarmos dos problemas e das necessidades do Grupo!
É muito estranho, o grupo não ter literaturas para o ingressante. Não estar com a sua sala bem organizada e limpa. Não ter o seu Comitê de Serviços ou o Comitê Orientador. Não ter a sua autonomia bem alicerçada, por falta de Servidores de Confiança!
É difícil de se entender, a existência de um Órgão de Serviço, criado pelos Grupos para lhes servir e para fazer pelos grupos aquilo que os mesmos não podem, visto a sua primordial destinação e, logo em seguida, este Escritório de Serviços não poder executar suas ações pela falta de contribuições destes grupos que o criou e que está naquele local lhes servindo direta ou indiretamente, quase todos os dias.
Muitas vezes, quando são feitas referências ao AA e aos Serviços de AA numa Comunidade, tanto por membros AAs como por pessoas não AAs, o fato deveria contagiar a todos de orgulho e felicidade. Porém, também invariavelmente, se percebe que muitos poucos membros se interessam como aquilo foi feito ou o que se gastou para se fazer ou porque foi feito!
"Deus se interessa por nós, seres humano, quando realmente O buscamos”.
O ser humano tende a buscar felicidade de acordo com suas próprias fórmulas, transformando a vida em busca desenfreada de sucesso, prazeres e fugindo dos seus medos.
Ao longo desse processo, sofre e faz sofrer. Libertar-se desse ciclo escravizante significa tornar-se mais livre e mais feliz.
Deus nos faz mais fortes com cada vitória. É mais ou menos como uma vacina: Ele nos dá pequenas doses para não pegarmos a doença e de uma forma constante e gradual, aumentar nossa resistência. Às vezes somos postos à prova, quando desafiamos os nossos Princípios...
Ocasiões para refletir se tornam necessárias. É aí onde nós encontramos as luzes dos princípios que norteiam nossas vidas dentro e fora de AA. Isto deveria ser entendido como fatores de grande importância, principalmente se levarmos à sério e com bastante fé!
Fé é a firme convicção de que algo seja verdade, sem nenhuma prova de que este algo seja verdade, pela absoluta confiança que depositamos neste algo ou alguém.
A fé se relaciona com os verbos acreditar, confiar ou apostar. Ter fé é nutrir um sentimento de afeição, ou até mesmo amor, pelo que acredita, confia e aposta. A fé não é baseada em evidências físicas, reconhecidas pela comunidade científica. É um sentimento nutrido em relação a uma pessoa, um objeto inanimado, uma ideologia, um pensamento filosófico, um sistema qualquer, uma base de propostas ou dogmas de uma determinada religião, uma crença popular e até um conjunto de regras, princípios ou tradições.
A fé se manisfesta de várias maneiras e pode estar vinculada a questões emocionais e a motivos nobres ou estritamente pessoais. Pode estar direcionada a alguma razão específica ou mesmo existir sem razão definida.
A fé emotiva é aquela que vem de imediato. Acontece ali, na hora, levada pela emoção. Já a fé racional age com a razão, levando o indivíduo a ter esperança. E com esperança se adquire Amor e com amor você demonstra gratidão e com gratidão se pratica a doação!
Para se exercitar a espiritualidade das Tradições é preciso ter estas noções que abordaram sobre a fé. Se não for assim, você não aceita e até poderá criticá-la ou mesmo desprezá-la!
É oportuno mencionar o que disse Santa Terezinha de Jesus: “Onde tem Amor, pondes amor e encontrarás mais Amor”, para agradecermos ao Poder Superior, Deus como O concebemos, pelas dádivas que todos nós temos recebido. E se isto foi e é possível é graças ao nosso respeito a espiritualidade de nossos princípios.
A espiritualidade das Tradições é real e precisa. É igual a espiritualidade dos Doze Passos. É igual a espiritualidade dos Doze Conceitos para os Serviços Mundiais. Resta-nos descobri-la a cada dia, exercitá-la e respeitá-la incondicionalmente, tanto por nós quanto pelo nosso próximo, mesmo que não esteja tão próximo!
Que o Poder Superior nos Abençoe!!!
CAMPOS S./Brasília-DF

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